Arquivo de abril, 2014

Pensando Alto #5 - Um punhado de papéis e um amontoado de historias

 

Hoje por algumas horas passei por uma seção de nostalgia, encontrei em uma das minhas pastas que ficam postas no livreiro do meu quarto um punhado de papeis com letras garranchadas, escritas em preto, azul, vermelho e lápis de lição e também com cores florescentes, riscos, traços, flechas, palavras e mais palavras, páginas e números em inúmeros papeis misturados, dentre eles alguns eram também “formais”, estavam impressos e eram oriundos de um documento do Microsoft Word alinhado, justificado e formatado. Porém tudo isso estava sem ordem “cronológica” sem uma sucessão continua e ordenada dos dias em que foram escritos, sem as horas os minutos e os segundos eram apenas dados, informações, instruções, esboços e pensamentos onde alguns foram revelados, outros guardados e outros esquecidos e que nunca serão lidos, mas em contraste existe aqueles textos que foram explicados, comentados, publicados e até declarados em alta voz perante várias pessoas e algumas dessas palavras ecoaram por lugares e fizeram levantar, fizeram chorar, fizeram sorrir, fizeram persistir e fizeram acreditar, fizeram pessoas fazerem coisas boas, ao próximo e a si também.  (mais…)

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Hoje não quero apresentar um pregador a vocês e sim mostrar uma mensagem que há um pouco mais de 3 anos atrás eu ouvia muito, e a ouvia e sentia uma paz imensurável em um tempo de plena adversidade, essa mensagem têm um certo “gosto” de nostalgia devido a sua importância nesse tempo. Eu escrevi a baixo o finalzinho da mensagem, mas espero que vocês ouçam tudo pra compreenderem melhor e tirarem algo proveitoso para vida de vocês…

 

“[…] A vida inteira ele vai ter que aprender a em cada estação da vida dele dizer de novo; “nesta nova estação o Senhor é o meu Pastor. O problema sempre sou eu, o Pastor não muda eu é que mudo, eu é que desconfio, eu é que não me entrego, eu é que não bebo, eu é que escolho o caminho, eu é que subverto a vereda, eu é que me auto engano, eu é que me assusto com os inimigos ao invés de beber o vinho, eu é que entro em panico com a síndrome do panico das sombras do vale da morte e não vejo que ele esta comigo, os cenários vão mudar, só quem  não vai mudar é o Pastor, vai mudar muitas vezes o cenário e pode ser que chegue o momento que você olha pra trás e diga; puxa é por isso que a gente conta com  graça as nossas desgraças de muito tempo a trás.”

 

“Através de seus próprios atos em vida Jesus deu mostras de que não discriminava prostitutas, funcionários acusados de corrupção e adversários políticos do povo. Mas ele vai além: ele diz que um perdulário que esbanjou toda a sua herança ou um servidor público que tenha se apoderado do erário são justos diante de Deus, bastando para isso que voltem para Ele e implorem perdão, tamanha é a generosidade da sua misericórdia.
Mas ele vai mais além, veja só, e agora preste muita atenção: Jesus disse que tais “pecadores” são mais justos aos olho de Deus – e mais dignos do seu perdão – que os impolutos fariseus em finas vestes de seda que andavam de um lado para o outro orgulhosos da sua pretensa pureza.
Jesus adverte, porém, que nenhum homem deve considerar a misericórdia divina um bem garantido. Nós não podemos salvar-nos a nós próprios. (Isso muitos gregos também achavam!) Quando Jesus profere seus rígidos princípios éticos durante o Sermão da Montanha, ele quer demonstrar não apenas qual é a vontade de Deus, mas também que nenhum homem é justo perante Ele. A misericórdia divina não conhece fronteiras, mas para isso devemos nos voltar para Deus e implorar seu perdão. […] Jesus conseguiu empregar de modo genial o idioma da sua época, ao mesmo tempo que deu a jargões antigos um novo significado, bem mais amplo. Não foi à toa que acabou sendo crucificado. Sua doutrina de salvação radical contrariou tantos interesses e pôs em xeque tantos poderosos que eles simplesmente quiseram eliminá-lo.
Quando lemos sobre Sócrates, vimos que apelar à razão humana pode ser perigoso. Com Jesus vemos como é perigoso pretender dos outros que demonstrem amor ao próximo de maneira desinteressada, bem como que perdoem da mesma maneira. Hoje em dia mesmo podemos ver como Estados poderosos ameaçam ruir quando confrontados com demandas tão simples como paz, amor, comida para quem tem fome e perdão para seus inimigos políticos.”

 

 

Citação - O Mundo de Sofia, Romance da Historia da Filosofia - Jostein Gaarder

 

Referência Bibliográfica:

GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia: Romance da História da Filosofia. 1 ed. São P-aulo: Companhia das Letras, 2012. p. 176-177.

 

Arthur W. Pink

Publicado: abril 10, 2014 em Imagens
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