Posts com Tag ‘Jesus Cristo’

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Uma das coisas que acompanharam a igreja desde os seus primórdios até os dias atuais foi o surgimento de heresias, de ensinos deturpados que conduziam as pessoas ao erro e ao afastamento de Deus ao invés de aproxima-las.
Os profetas do Antigo Testamento também enfrentaram esses problemas em determinados períodos de apostasia onde diversos falsos profetas se levantavam e diziam proferir as palavras de Deus, mas que nada possuam de Deus para passar adiante e só agravavam o mal que já tomava conta de Israel, Jesus nosso bom pastor deixou vários alertas dizendo que falsos cristos e falsos mestres viriam em seu nome e que enganariam a muitos, e não obstante os apóstolos que receberam a missão de dar início a Igreja no poder do Espirito Santo, viveram tempos de lutas doutrinarias, primeiramente na própria comunidade cristã recém formada onde haviam muitos Judeus convertidos conhecidos como Judaizantes que queriam manter as tradições Judaicas como por exemplo a circuncisão e a guarda do sábado como praticas obrigatórias para eles e estendendo-as a todos os cristãos, outro exemplo de heresia enfrentada pelos apóstolos foi o gnosticismo, este infiltrou-se no seio da igreja e ganhou espaço, dentre os pontos equivocados dos “gnósticos cristãos” os mais graves podemos dizer que são os seguintes:

a) o conhecimento é superior a virtude;
b) o sentido correto das escrituras é o não-literal e só pode ser compreendida por uma minoria seleta;
c) a presença do mal no mundo desmente o conceito de que Deus é o único Criador;
d) a encarnação [de Cristo] é um fenômeno inacreditável, pois a divindade jamais poderia se unir a algo material como o corpo humano;
e) não há ressurreição da carne;
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“Através de seus próprios atos em vida Jesus deu mostras de que não discriminava prostitutas, funcionários acusados de corrupção e adversários políticos do povo. Mas ele vai além: ele diz que um perdulário que esbanjou toda a sua herança ou um servidor público que tenha se apoderado do erário são justos diante de Deus, bastando para isso que voltem para Ele e implorem perdão, tamanha é a generosidade da sua misericórdia.
Mas ele vai mais além, veja só, e agora preste muita atenção: Jesus disse que tais “pecadores” são mais justos aos olho de Deus – e mais dignos do seu perdão – que os impolutos fariseus em finas vestes de seda que andavam de um lado para o outro orgulhosos da sua pretensa pureza.
Jesus adverte, porém, que nenhum homem deve considerar a misericórdia divina um bem garantido. Nós não podemos salvar-nos a nós próprios. (Isso muitos gregos também achavam!) Quando Jesus profere seus rígidos princípios éticos durante o Sermão da Montanha, ele quer demonstrar não apenas qual é a vontade de Deus, mas também que nenhum homem é justo perante Ele. A misericórdia divina não conhece fronteiras, mas para isso devemos nos voltar para Deus e implorar seu perdão. […] Jesus conseguiu empregar de modo genial o idioma da sua época, ao mesmo tempo que deu a jargões antigos um novo significado, bem mais amplo. Não foi à toa que acabou sendo crucificado. Sua doutrina de salvação radical contrariou tantos interesses e pôs em xeque tantos poderosos que eles simplesmente quiseram eliminá-lo.
Quando lemos sobre Sócrates, vimos que apelar à razão humana pode ser perigoso. Com Jesus vemos como é perigoso pretender dos outros que demonstrem amor ao próximo de maneira desinteressada, bem como que perdoem da mesma maneira. Hoje em dia mesmo podemos ver como Estados poderosos ameaçam ruir quando confrontados com demandas tão simples como paz, amor, comida para quem tem fome e perdão para seus inimigos políticos.”

 

 

Citação - O Mundo de Sofia, Romance da Historia da Filosofia - Jostein Gaarder

 

Referência Bibliográfica:

GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia: Romance da História da Filosofia. 1 ed. São P-aulo: Companhia das Letras, 2012. p. 176-177.