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Devaneios de um marginal

Certa feita ele parou por um instante e relembrou de sua história. Foi do início ao momento presente, reparando nas semelhanças encontradas em alguns momentos específicos.

Lembrou que um dia ele tinha vivido na margem da escuridão e com muitas lágrimas nos olhos foi levado por Deus a uma vida na luz. Sua primeira margem tinha sido rompida.

Com o tempo ele se percebeu novamente as margens, agora não mais das trevas, mas a margem da religiosidade, com os ombros caídos e as forças esvanecidas devido ao peso do fardo que lhe puseram teve que romper essa margem para que não sucumbisse diante o peso da hipocrisia que queria lhe matar.

Mais adiante num futuro presente, encontrou-se novamente a margem, angustiado e com a alma abatida, se percebeu distanciando-se do meio que outrora lhe alegrava, pois viu que uma praga havia chegado em sua vida, e essa praga atendia pelo nome de pragmatismo teológico. Com mãos e pés atados, não se submeteu ao sistema e se arrastou até o ponto mais longínquo que conseguiu encontrar, porém agora o que será dele? (mais…)

A tristeza tomou conta do coração,
O medo fez com que feras ferissem a ferro a alma do seu companheiro.

A tristeza é mais triste quando ela vem a tona sem motivos depois de momentos de muita felicidade,
onde esta corria solta, corria leve,
dançava tranquila, compassada no ritmo da paz…

A tristeza nasce quando se perde a fé na felicidade, quando as feras das incertezas são mais alimentadas que as convicções.

Quando palavras não são medidas, mas são apenas disparadas como flechas acertando o peito aberto de quem nunca quis lhe esconder o coração.

Releve… e eleve o pensamento a Deus,
Ele te socorrera.

Ame-a Mais e Ame-a Menos

Um poema de John Piper para seu filho que nos diz a mais bela verdade sobre o propósito do casamento.

Para Karsten Luke Piper
Por Ocasião de Seu Casamento com
Rochelle Ann Orvis
29 de Maio de 1995

O Deus que amamos, e em
Quem temos vivido, e quem tem sido
Nossa Rocha nestes vinte-e-dois bons anos
Com você, agora nos propõe, com doces lágrimas,
Deixá-lo ir: “Deixará o homem
Seu pai e sua mãe, apegar-se-á
Então à sua mulher, e será
Uma livre e desembaraçada carne.”
Esta é a palavra de Deus hoje,
E estamos contentes em obedecer.
Pois Deus lhe deu uma noiva
Que responde a cada oração que clamamos
Por mais de vinte anos, nosso clamor
Por você, antes que soubéssemos o nome dela.

Agora, você pede que eu escreva
Um poema — algo arriscado, à luz
Do que você sabe: que estou mais para
O pregador do que para o poeta ou
O artista. Estou honrado por
Sua bravura, portanto obedeço.
Não reclamo dessas doces limitações
De pares de rima e linhas metradas.
São velhos amigos. Eles gostam quando
Lhes peço que me ajudem mais uma vez
A dar forma aos sentimentos
E mantê-los duráveis e calorosos.

Então nos encontramos recentemente,
E fizemos um dilúvio de amor e louvor
E conselho do coração de um pai
Fluir das orlas da arte.
Eis aqui uma porção da corrente,
Filho meu: um sermão poema. Seu tema:
Uma dupla regra do amor que choca;
Uma doutrina em um paradoxo:

Se, agora, quer abençoar sua esposa,
Então a ame mais e ame-a menos.
Se nos anos porvir, por alguma
Estranha providência de Deus, você venha
A ter as riquezas deste século,
E, sem dor, caminhar a passos largos
Ao lado de sua esposa, certifique-se com sua vida
De amá-la, ame-a mais do que a riqueza.

E se sua vida está entrelaçada em
Uma centena de amizades, e teceres
Um tecido de festa a partir de todos
Os doces afetos, grandes e pequenos,
Certifique-se, não importando o quanto rasgue,
De amá-la, ame-a mais do que os amigos.

E se chegar um ponto quando você
Estiver cansado, e a misericórdia sussurrar: “Faça
Um favor a si mesmo. Venha, seja livre;
Abrace os confortos aqui comigo.”
Saiba disto! Sua esposa vale mais do que essas coisas.
Então ame-a, ame-a mais do que a tranquilidade.

E quando seu leito nupcial é puro,
E não há o mais leve encanto
De luxúria por ninguém que não seja sua esposa,
E tudo é êxtase na vida,
Um segredo tudo isso protege:
Vá amá-la, ame-a mais que o sexo.

E se seu gosto se tornar refinado,
E for movido pelo que a mente
Do homem pode criar, e fascinado por
Sua destreza, lembre-se que o porquê
De toda essa obra está no coração;
Então ame-a, ame-a mais do que a arte.

E se sua for algum dia
A destreza que todos os críticos concordam
Ser digna de grande estima,
E as vendas excedam seus sonhos mais loucos,
Cuidado com os perigos de um nome.
E ame-a, ame-a mais do que a fama.

E se, para sua surpresa, não minha,
Deus lhe chamar por algum estranho desígnio
Para arriscar sua vida por alguma grande causa,
Não deixe que o medo nem o amor lhe parem,
E quando enfrentar o portão da morte,
Então ame-a, ame-a mais que o fôlego.

Sim, ame-a, ame-a, mais que a vida;
Ah, ame a mulher chamada de sua esposa.
Vá amá-la com o melhor que você tem na terra.
Mas, além disso, não se aventure. Mas, para que
Seu amor não se torne a ilusão de um tolo,
Certifique-se de amá-la menos do que a Deus.

Não é sábio ou gentil chamar
Um ídolo por doces nomes, e cair,
Como em humildade, diante
De uma imagem do seu Deus. Adore
Acima de sua mais amada na terra
O único Deus que concede a ela valor.
E ela saberá em segundo lugar

Que seu grande amor também é graça
E que seus grandes afetos agora
Estão fluindo livremente de um voto
Debaixo dessas promessas, feito primeiro
Por Deus a você. Nem desaparecerão
Por serem enraizadas junto às correntes
Da Alegria Celestial, que você estima
E ama mais do que o fôlego e a vida,
Que você possa dar isto à sua esposa.

O maior presente que você dá a sua esposa
É amar a Deus acima da vida dela.
E então, o convido a santificar:
Ame-a mais amando-a menos.

Referência:

PIPER, John. Preparando-se Para o Casamento: Um Auxilio Para Casais Cristãos. 1ª Edição. São José dos Campos: Editora Fiel, 2013.

Existem textos bíblicos que nos marcam e existem canções que também nos marcam, e hoje compartilho com vocês um salmo e uma canção que fazem parte de minha história:

Salmos 139

1 SENHOR, tu me sondas e me conheces.

2 Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos.

3 Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos.

4 Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda.

5 Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão.

6 Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir.

7 Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?

8 Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também;

9 se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares,

10 ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá.

11 Se eu digo: as trevas, com efeito, me encobrirão, e a luz ao redor de mim se fará noite,

12 até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a luz são a mesma coisa.

13 Pois tu formaste o meu interior, tu me teceste no seio de minha mãe.

14 Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem;

15 os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.

16 Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.

17 Que preciosos para mim, ó Deus, são os teus pensamentos! E como é grande a soma deles!

18 Se os contasse, excedem os grãos de areia; contaria, contaria, sem jamais chegar ao fim.

19 Tomara, ó Deus, desses cabo do perverso; apartai-vos, pois, de mim, homens de sangue.

20 Eles se rebelam insidiosamente contra ti e como teus inimigos falam malícia.

21 Não aborreço eu, SENHOR, os que te aborrecem? E não abomino os que contra ti se levantam?

22 Aborreço-os com ódio consumado; para mim são inimigos de fato.

23 Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos;

24 vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.

No lixo, há dor.
No luxo, há dor.
No lixo ou no luxo o ardor…

No lixo encontra-se a ignorância
No luxo encontra-se a ilusão
No lixo ignora-se à Deus
No luxo equivoca-se o Deus,
Sim há deus, eu sou deus!

O lixo naturalmente se decompõe.
O luxo fatalmente se deteriora. (mais…)