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Final de tarde, ele sai um pouco mais cedo do seu trabalho para ir ao centro comercial para comprar uma blusa de moletom devido ao frio que chegara em sua cidade.
Ao parar sua moto em um bolsão qualquer, ele sai a pé e ao virar uma esquina se depara com uma nova loja, na verdade uma nova livraria e o que mais o alegrou era que a livraria era cristã, algo de grande valor para ele. Entretanto, como os minutos eram escassos pelo fato de que o comercio estava quase fechando, ele vai atrás de sua blusa, mas pensando em dar uma passada na livraria antes de ir embora.
Ele andou por algumas lojas e encontrou o que queria, comprou seu moletom e voltou em passos rápidos em direção a livraria e chegando lá…

Chegando lá, ele parou do lado de fora e por alguns longos minutos começou a passar os olhos nos livros e ao ler os títulos uma angústia pesou em seu coração, os títulos em destaque eram em sua predominância de auto-ajuda espiritual, a livraria possuía uma pluralidade livros de estrategias para se obter sucesso pessoal e “ministerial” e livros e mais livros de metodologias humanas para crescimento de rápido de igrejas entre outras coisas fúteis.
Ele não encontrou Jesus ali, ele não encontrou a doutrina dos apóstolos ali, ele não encontrou a verdadeira edificação espiritual ali, ele só encontrou o “homem no centro”.
Diante disso, sua cabeça explodiu e só conseguiu pensar na frase: Estamos em crise! (mais…)

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Para entender melhor ou complementar seu conhecimento sobre esse assunto, aconselho você a ler os outros posts que estão tratando de aspectos contidos nessa “visão” sobre células e discipulado que viralizou entre as igrejas.

Post #01 > Sobre a diversidade dos dons e a unidade do Corpo de Cristo: Coisas para se pensar antes de abraçar a “visão” MDA #01.
Post #02 > Sobre líderes precoces: Coisas para se pensar antes de abraçar a “visão” MDA #02.

Hoje o nosso tema será:

Sobre os Valores Invertidos do Evangelismo

Romanos 1:16-17 (ARA) nos diz:

“16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego;
17 visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.”

Devido à maneira como as pessoas têm se relacionado com o evangelho e o evangelismo dentro do contexto da visão do MDA a pregação do evangelho está sendo substituída, se assim podemos dizer, por um “evangelismo social” devido ao método aplicado para se alcançar pessoas. Ao evangelizar, os membros ou os líderes das células chamam as pessoas pra perto de si para se tornarem amigas, depois levam para as reuniões da célula onde a pessoa “evangelizada” será enturmada com os demais membros, participará de muitos momentos de lazer, e após estar socialmente feliz e satisfeita a pessoa será levada ao culto no domingo, no prédio da igreja o pastor responsável pela pregação é que vai basicamente evangelizar a pessoa através da ministração.

Não se deve descartar que aproximar pessoas é fundamental no evangelho, pois em todo o contexto da igreja primitiva, viveu-se em pequenas comunidades onde todos eram conhecidos de todos, mas o ponto que deve ser pensado é: As pessoas estão tendo suas vidas mudadas pelo evangelho e estão indo à igreja em busca de Deus? Ou as pessoas estão felizes por terem amigos, por participarem de lanches coletivos às quartas-feiras e por fazerem passeios e churrascos e etc.? Ou seja, as pessoas estão apenas buscando ser aceitas socialmente e isso será suficiente pra elas independente do evangelho?  (mais…)

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Para entender melhor como esse assunto se iniciou, aconselho você ler o primeiro post sobre a “visão” do MDA clicando no link > Coisas para se pensar antes de abraçar a “visão” MDA #01.

Pois bem, no post de hoje iremos expor mais um ponto bíblico importante negligenciado pelo MDA, que seria:

Sobre líderes precoces:

 1 Timóteo 3:1-12 (ARA):

“1 Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja.
2 É necessário, portanto, que o bispo seja irrepreensível, esposo de uma só mulher, temperante, sóbrio, modesto, hospitaleiro, apto para ensinar;
3 não dado ao vinho, não violento, porém cordato, inimigo de contendas, não avarento;
4 e que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito
5 (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?);
6 não seja neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do diabo.

7 Pelo contrário, é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora, a fim de não cair no opróbrio e no laço do diabo.
8 Semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam respeitáveis, de uma só palavra, não inclinados a muito vinho, não cobiçosos de sórdida ganância,
9 conservando o mistério da fé com a consciência limpa.
10 Também sejam estes primeiramente experimentados; e, se se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato.
11 Da mesma sorte, quanto a mulheres, é necessário que sejam elas respeitáveis, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo.
12 O diácono seja marido de uma só mulher e governe bem seus filhos e a própria casa.
13 Pois os que desempenharem bem o diaconato alcançam para si mesmos justa preeminência e muita intrepidez na fé em Cristo Jesus.”

Não quero entrar no mérito de cargos e posições dentro da igreja na esfera eclesiástica (Pastores, Presbitérios, Diáconos e etc.), o que quero é aproveitar o ensino contido nesses versos para alertar sobre a preparação das pessoas que exercem liderança, partindo do pressuposto de que o objetivo da visão do MDA é gerar líderes em larga escala, creio que este texto de 1 Timóteo pode ser muito útil, pois vemos nitidamente as “qualificações” que uma pessoa precisa ter para exercer liderança.

(mais…)

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De alguns anos pra cá podemos observar que na maioria das igrejas encontram-se placas com um coração colorido desenhado, esse logo tem o intuito de anunciar que aquela igreja possui células e que esta enquadrada na “visão” do MDA. Esse movimento tem crescido de forma gigantesca e trazido com sigo muitas, muitas coisas para serem pensadas e repensadas, pois essa metodologia de crescimento tem feito muito mais mau para o Cristianismo genuíno do que se pode imaginar…

Por isso, mediante a urgência de esclarecimento sobre o problema dos pressupostos desse movimento, iremos destacar alguns pontos bíblicos importantes que a “visão” do MDA em sua prática acaba se opondo o que consequentemente acaba fazendo com que esse sistema seja muito perigoso para a vida da Igreja de Cristo que pretende glorificar a Deus.

É importante abrir um parenteses aqui e salientar que este texto esta sendo escrito por alguém que fez parte desse sistema liderando células, multiplicando, “discipulando” e obedecendo fielmente a todas os princípios que são “os mandamentos” para uma célula “saudável” (bem sucedida) por um período de quase três anos. Outro aspecto importante para a leitura deste texto é que não iremos expor (pelo menos por enquanto) todos os detalhes da “visão” do MDA, mas sim pontos bíblicos que essa metodologia ignora e contradiz distanciando as pessoas da verdade.

O primeiro ponto a se pensar é:

Sobre a diversidade dos dons e a unidade do Corpo de Cristo

Efésios 4: 7-16 (ARA) nos diz:

7 E a graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo.
8 Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens.
9 Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até às regiões inferiores da terra?
10 Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas.
11 E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,
12 com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo,
13 até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (mais…)

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Uma coisa que tem se tornado cada vez mais comum nos nossos dias são os muitos eventos que as igrejas criam afim de “atrair as pessoas para Cristo”, de mostrar que não são religiosas e de que a igreja está cada vez mais “moderna” entre outros aspectos, porém esse posicionamento da igreja de disponibilizar entretenimento “santo” para os crentes está tomando proporções gigantescas, pois a cada novo final de semana se ouve uma chamada de algum evento, se encontra folders promocionais com imagens chamativas sendo distribuídos aos finais dos cultos, a cada novo domingo um CD, um livro, uma revista, um ingresso, uma peça de roupa, um cosmético é vendido na barraquinha da igreja.

E todas essas coisas vão apenas degenerando a consciência dos cristãos sobre a verdadeira missão da igreja e ocupando os membros do corpo de Cristo com atividades como montar palco e jogo de luzes, divulgar coisas nas redes sociais, vender ingressos, fazer contato com as “estrelas” do mundo gospel, procurar casas de shows para fazer eventos, contratar conferencistas e etc., ou seja, ocupam os cristãos com atividades que estão bem distantes da verdadeira vida cristã.

Basta você observar com mais atenção os recados semanais da sua igreja para perceber com o que que a sua igreja está se preocupando, por isso digo que é visível esse aumento exponencial de eventos, festas, shows, congressos e etc.
Para entendermos melhor essa questão e chegarmos a um esclarecimento mais pleno, vamos desenvolver a seguir quatro pontos importantes para refletirmos antes de que coloquemos em prática qualquer atividade na vida da igreja:

1-) A igreja deve promover entretenimento?

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Sem dúvida alguma vivemos hoje algo que já foi vivido inúmeras outras vezes durante toda a história da humanidade, podemos ver com clareza que o Deus eterno mediante o seu poder e graça se manifestou e se manifesta a seu povo escolhido dando-lhes sua palavra, sua direção e revelando sua perfeita vontade.

É fato que Deus em sua superioridade inalcançável por nós seres humanos possuidores de grandes limitações, está de certa forma sempre dando aquilo que podemos chamar de “primeiro passo” para trazer os mortos a vida, para lançar luz nas trevas e salvar o condenado. E mediante ao texto que se encontra em 2 Pedro 1:12-15 quero trazer uma reflexão prioritariamente para aqueles que já conhecem o Senhor e estão vivendo a vida cristã.

Ao lermos o seguinte texto destacarei algumas frases que se assemelham:

“Por esta razão, sempre estarei pronto para trazer-vos lembrados acerca destas coisas, embora estejais certos da verdade já presente convosco e nela confirmados.
Também considero justo, enquanto estou neste tabernáculo, despertar-vos com essas lembranças,
certo de que estou prestes a deixar o meu tabernáculo, como efetivamente nosso Senhor Jesus Cristo me revelou.
Mas, de minha parte, esforçar-me-ei, diligentemente, por fazer que, a todo tempo, mesmo depois da minha partida, conserveis lembrança de tudo.” (2 Pe 1:12-15)

De forma quase que persistente o apóstolo Pedro repete uma expressão que me parece ser de muita importância para o povo de Deus, pois ele diz: “para trazer-vos lembrados”, “despertar-vos com essas lembranças” e “conserveis lembrança de tudo” com a finalidade de exortar aos cristãos a “manterem uma memória boa e sadia”, a realmente não permitirem que o esquecimento invada suas mentes e corações. Se o apostolo repetiu isso tantas vezes em tão poucos versículos nos resta compreender que o povo de Deus geralmente possui uma fraca memória acerca do que Deus fez no passado e sobre o que prometeu pro presente e o futuro. (mais…)

Devaneios de um marginal

Certa feita ele parou por um instante e relembrou de sua história. Foi do início ao momento presente, reparando nas semelhanças encontradas em alguns momentos específicos.

Lembrou que um dia ele tinha vivido na margem da escuridão e com muitas lágrimas nos olhos foi levado por Deus a uma vida na luz. Sua primeira margem tinha sido rompida.

Com o tempo ele se percebeu novamente as margens, agora não mais das trevas, mas a margem da religiosidade, com os ombros caídos e as forças esvanecidas devido ao peso do fardo que lhe puseram teve que romper essa margem para que não sucumbisse diante o peso da hipocrisia que queria lhe matar.

Mais adiante num futuro presente, encontrou-se novamente a margem, angustiado e com a alma abatida, se percebeu distanciando-se do meio que outrora lhe alegrava, pois viu que uma praga havia chegado em sua vida, e essa praga atendia pelo nome de pragmatismo teológico. Com mãos e pés atados, não se submeteu ao sistema e se arrastou até o ponto mais longínquo que conseguiu encontrar, porém agora o que será dele? (mais…)

Um Quase Poema de um Ser Sem Contexto

Em meio a tantos textos ele se percebeu sem contexto.
Quando conseguia ler ele compreendia mais sobre si e quando ele não conseguia ler ele conscientizava-se de si, refletia sobre si e estranhamente descobria muito mais de si.

Diante dos muitos textos ele se sentiu nos corredores de um labirinto, virando pra direita, pra esquerda, subindo e descendo degraus parecia não saber onde estava, pois até as portas que foram encontradas para o desconhecido levava.

Seu contexto começou a gritar; lhe afirmando que distante do texto ditado ele estava, pois suas vogais, suas consoantes, suas silabas, suas palavras, suas orações nada se encaixava, nada condizia, contudo em meio a tudo isso mais de si mesmo ele desvendava.

Até que então um dia se espantou quando resolveu analisar a fundo o texto que o rodeava e que não tinha conseguido SER parte, então levado a pensar e divagando pela memória identificou que em toda sua história ele nunca tinha conseguido SER parte de um texto, pois seu contexto era outro, seu contexto ia além do posto, sem margens para o limitar era somente pelo diferente que conseguia andar, logo reconheceu SER sem contexto, seu SER não tinha contexto…

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Uma das coisas que acompanharam a igreja desde os seus primórdios até os dias atuais foi o surgimento de heresias, de ensinos deturpados que conduziam as pessoas ao erro e ao afastamento de Deus ao invés de aproxima-las.
Os profetas do Antigo Testamento também enfrentaram esses problemas em determinados períodos de apostasia onde diversos falsos profetas se levantavam e diziam proferir as palavras de Deus, mas que nada possuam de Deus para passar adiante e só agravavam o mal que já tomava conta de Israel, Jesus nosso bom pastor deixou vários alertas dizendo que falsos cristos e falsos mestres viriam em seu nome e que enganariam a muitos, e não obstante os apóstolos que receberam a missão de dar início a Igreja no poder do Espirito Santo, viveram tempos de lutas doutrinarias, primeiramente na própria comunidade cristã recém formada onde haviam muitos Judeus convertidos conhecidos como Judaizantes que queriam manter as tradições Judaicas como por exemplo a circuncisão e a guarda do sábado como praticas obrigatórias para eles e estendendo-as a todos os cristãos, outro exemplo de heresia enfrentada pelos apóstolos foi o gnosticismo, este infiltrou-se no seio da igreja e ganhou espaço, dentre os pontos equivocados dos “gnósticos cristãos” os mais graves podemos dizer que são os seguintes:

a) o conhecimento é superior a virtude;
b) o sentido correto das escrituras é o não-literal e só pode ser compreendida por uma minoria seleta;
c) a presença do mal no mundo desmente o conceito de que Deus é o único Criador;
d) a encarnação [de Cristo] é um fenômeno inacreditável, pois a divindade jamais poderia se unir a algo material como o corpo humano;
e) não há ressurreição da carne;
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Quando o assunto se trata de boas obras praticadas pelos cristãos mais cedo ou mais tarde nós com certeza iremos nos deparar com um mal que toma conta de muitos corações, a arrogância, mas para uma ideia melhor do que significa arrogância, lembre-se de alguns de seus sinônimos que são: soberba, altivez, orgulho, presunção, vangloria entre outros.

O cristão tem um padrão de vida a ser seguido, são obras que foram preparadas pra que eles andem nelas antes da fundação do mundo (Ef 1:4), estas são ditadas por Deus e conhecidas através das Sagradas Escrituras, esse padrão de vida se torna uma meta para aqueles que tiveram o coração regenerado e estão gratos pelo Senhor ter provido graça em suas vidas e que a partir desse momento de conversão passam a praticar obras de justiça, testemunhando a respeito da obra de Jesus, e possuem um comportamento agradável a Deus e que glorifica a Ele, porém é ai que muitos se equivocam no decorrer da caminhada, pois deixam de viver a vida piedosa por amor a Deus e passam a se esforçar em “alcançar o favor de Deus através de seus atos de justiça”, através do mérito próprio, isto é algo terrivelmente perigoso, pois incha o coração daqueles que estão envoltos por esse pensamento e com o passar do tempo começam a atribuir a salvação de suas almas as próprias virtudes e obras, pecando por desmerecer, diminuir, desprezar, ignorar e negligenciar toda a obra salvífica de Cristo Jesus.

Observando a comunidade cristã que já me rodeou e a que me rodeia atualmente pude identificar duas formas mais nítidas de manifestações da arrogância, a primeira é pela vida de “santificação” e a segunda é por meio do “intelecto”.

A arrogância pela suposta “santificação” vem daqueles que acreditam que quanto mais eles dizem não ao pecado mais Deus ira gostar deles e assim sucessivamente Deus ficara “devendo” alguma benção pelo bom comportamento, pessoas que agem assim acabam por usar frases do tipo: “eu pago o preço”, “eu oro e acontece”, “eu jejuo tantas vezes por semana” e acabam gritando aos sete ventos todas as coisas que fazem e não aceitam nenhuma pessoa que esteja vivendo fora dos usos e costumes de suas denominações alegando possuir a maneira correta de agradar a Deus.

Por outro lado a arrogância “intelectual” vem daqueles que gastam muito tempo estudando a bíblia, assim, menosprezam os menos instruídos e não conseguem acompanha-los em suas limitações e geralmente essa classe de pessoas começam por defender o evangelho, mas pelo desgosto de ver tantas heresias sendo propagadas eles se endurecem e não conseguem mais sentir amor por mais ninguém, fechando-se em seus mundinhos particulares e quase que agredindo outros que ainda não obtiveram iluminação para uma melhor compreensão das Escrituras e acabam exaltando o próprio conhecimento. (mais…)