Arquivo da categoria ‘Trechos de Livros’

Hoje trago um trecho do livro: “JOÃO CALVINO: AMOR À DEVOÇÃO, DOUTRINA E GLÓRIA DE DEUS” publicado pela Editora Fiel. Este livro têm me edificado muito e mexido com meu coração a cada frase, a cada parágrafo, a cada capítulo, pois tenho encontrado uma porção da graça de Deus que me confronta e me molda a cada leitura.

Deixo abaixo, um trecho com palavras muito relevantes para nossos dias, nos alertando sobre a importância de zelarmos pelas Escrituras:

“No ponto de vista de Calvino, tudo que não tivesse a palavra de Deus como seu fundamento era vã glória fútil e efêmera. E o homem que não dependia das Escrituras tinha de ser destituído de seu título de honra. Calvino acreditava que o pregador não tinha nada a dizer além das Escrituras. Restringindo-se às Escrituras, Calvino escreveu: “Quando estamos no púlpito, não trazemos conosco nossas imaginações ou sonhos”. O reformador de Genebra estava convicto de que quando os homens se afastam, em menor grau da Palavra de Deus, não podem pregar outra coisa, exceto mentiras, vaidades, imposturas, erros e enganos”. Calvino afirmou: “há uma regra prescrita para todos os servos de Deus: não tragam suas próprias invenções, mas simplesmente entreguem, como que de mão a mão, o que receberam de Deus”. Calvino acreditava que quando a Bíblia fala, Deus fala. Este era o alicerce inabalável da pregação de Calvino – a pregação fiel das Escrituras.”

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Referência:

Parsons, Burk. João Calvino: Amor à Devoção, Doutrina e Glória de Deus. 1ª Edição. São José dos Campos: Editora Fiel, 2010. p. 97.

Hoje tive a oportunidade de ler o livro Perfil de Três Reis, este que foi um presente de um grande amigo que ouviu um pouco sobre minha historia.

O livro foi de uma utilidade enorme, fui confrontado a refletir, e a voltar a situações que passei há alguns anos atras e que geraram muitas coisas em mim, tanto boas como terrivelmente ruins e as consequências ou “sequelas” desse tempo que ainda ecoam nos dias de hoje. Indico esse livro a todos que já foram perseguidos por irmãos cristãos, que sofreram nas mãos de legalistas, que sofreram danos em sua alma causados pela instituição igreja e que também foram de alguma forma acusados, julgas e condenados injustamente. Esse livro é um despertar ao convite de nos submetermos a vontade de Deus e de nos rendermos a sua sabedoria e providencia…

Deixarei abaixo, um pequeno trecho para a reflexão:

“Deus possui uma universidade. É pequena. Poucos matriculados. Menor ainda é o número de graduados. De fato, muito, muito poucos. Deus possui essa escola porque ele não tem homens quebrados. Mas tem vários outros tipos de homens. Ele possui homens que dizem ter a autoridade de Deus… mas não a têm; homens que se dizem quebrantados… mas não são. E homens que são autoridade de Deus, mas que, na verdade, são loucos, não quebrantados. E ele tem, dolorosamente, uma mistura espectroscópica de tudo quanto há entre esses extremos. Ele tem em abundância tudo isso mas; homens quebrantados são raros.
Na santa e divina escola da submissão e do quebrantamento, porque não somos tão poucos alunos? É porque todos os que se encontram nas escola tem de sofrer muita dor. E como você pode conjeturar, é freqüentemente o dirigente não quebrantado (escolhido soberanamente por Deus) quem determina o castigo. Davi foi aluno nessa escola, e Saul foi o instrumento escolhido por Deus para esmigalhar Davi. À medida que a loucura do rei aumentava, crescia o conhecimento de Davi. Ele compreendia que Deus o tinha colocado no palácio do rei sob legítima autoridade.
A autoridade do rei de Saul não é legítima? Sim, autoridade escolhida por Deus. Escolhida para Davi. Autoridade não quebrantada, sim. Mas divina em ordenação, apesar de tudo.
Sim isso é possível.
Davi respirou fundo, submeteu-se às ordens do seu rei louco e foi descendo cada vez mais fundo na estrada do seu inferno terreno.”

EDWARS, Gene. Perfil de Três Reis: Cura e Esperança para Corações Quebrantados. 2ª Edição. São Paulo: Editora Vida, 2007. p. 26,27.

 

Abaixo, destaco apenas um pequeno trecho da Confissão de Fé Escocesa que foi entregue ao Parlamento em 17 de Agosto de 1560, redigida em quatro dias por John Knox e outros cinco colegas pastores que por coincidência também se chamavam John. Esta permaneceu sendo a Confissão de Fé da Escócia até ser sobrepujada pela Confissão de Fé de Westminster em 1647.

“Além disso, era preciso que o Messias e Redentor fosse verdadeiro Deus e verdadeiro homem, porque ele seria capaz de suportar o castigo devido a nossas transgressões e apresentar-se ante o juízo de seu Pai, como em nosso lugar, para sofrer por nossa transgressão e desobediência, e, pela morte, vencer o autor da morte. Mas, porque a Divindade, só, não podia sofrer a morte, nem a humanidade vencê-la, ele uniu as duas numa só pessoa, a fim de que a fraqueza de uma pudesse sofrer e sujeitar-se a morte que nós merecíamos – e o poder infinito e invencível da outra, isto é, da Divindade, pudesse triunfar e preparar-nos a vida, a liberdade e a vitória perpetua. Assim confessamos e cremos sem nenhuma dúvida.”

 

 

Referência:

 

BOND, Douglas. A Poderosa Fraqueza de John Knox: Um Perfil de Homens Piedosos. 1ª Edição. São José dos Campos: Editora Fiel, 2011. p. 125-126.

Ortodoxia Humilde #3 (Trecho)

Publicado: julho 18, 2014 em Trechos de Livros

“A verdade pode ser conhecida. E o que a Bíblia ensina deve ser obedecido. Não é porque não podemos conhecer a Deus completamente que não podemos conhecê-lo verdadeiramente. Não é porque há mistério na palavra de Deus que temos de fingir que Deus não falou claramente na Bíblia.”

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Referência Bibliográfica:

Harris, Joshua. Ortodoxia humilde: defendendo as verdades bíblicas sem ferir as pessoas. São Paulo: Vida Nova, 2013. p 40.

“Em primeiro lugar, há a ortodoxia arrogante. Podemos estar certos em nossa doutrina e ao mesmo tempo ser rudes e antipáticos, presunçosos e desrespeitosos em nossas palavras e atitudes.

Se alguém pensa que a ortodoxia arrogante não existe, essa pessoa nunca leu certos comentários de alguns blogs cristãos. Um dos erros frequentemente cometidos por nós cristãos é que aprendemos a repreender como Jesus, mas não a amar como Jesus. Às vezes se tem a impressão de que quase todos os que se importam com a doutrina são rudes e severos. Infelizmente, a ortodoxia arrogante é a caricatura que muitas pessoas de nossa cultura têm de qualquer cristão com convicções bíblicas definidas e defendidas com firmeza.

Outras opção popular é a heterodoxia humilde. A heterodoxia é um desvio da ortodoxia. Por isso, o heterodoxo humilde é aquele que abandona algumas das crenças cristãs históricas, mas é uma pessoa muito legal, alguém com quem você gostaria de tomar um café.

Essa é a pessoa que não ousa ofender descrentes ou a cultura em geral e, em nome da inclusão, da gentileza e de uma mentalidade aberta, aprece aceitar praticamente qualquer ensino. Essa abordagem evita conflitos. Superficialmente parece ser bem cheia de graça e até compassiva. Todavia, será que é fiel? Uma música escrita por Steve Taylor diz o seguinte: “You are so open-minded that your brain leaked out” [Você tem a mente tão aberta que o seu cérebro vazou]. Bem, alguns de nós desejam tanto parecer humildes, que toda nossa fidelidade bíblica acaba vazando.

Assim, quando penso na ortodoxia arrogante, tenho de perguntar: será que a boa doutrina nos leva necessariamente a ser contestadores e arrogantes?

E, quando penso na heterodoxia humilde, minha pergunta é: humildade, bondade e envolvimento com a cultura que nos cerca precisam diluir nossas convicções?

Creio que a resposta para ambas as perguntas é: não. Podemos – e devemos – adotar uma ortodoxia humilde.

Ortodoxia Humilde: Devemos nos importar profundamente com a verdade e também devemos defender e compartilhar essa verdade de forma compassiva e humilde.”

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Referência Bibliográfica:

HARRIS, Joshua. Ortodoxia humilde: defendendo as verdades bíblicas sem ferir as pessoas. São Paulo: Vida Nova, 2013. p 21 – 24.

Segue abaixo, um pequeno trecho do livro que comecei a ler nessa semana:

“A palavra ortodoxia se refere ao pensamento correto sobre Deus. Diz respeito à crença e o ensino baseados nas verdades da fé, verdades consolidadas, comprovados e tidas em alta conta. São aquelas verdades que não mudam. Elas são um prumo que nos mostra como pensar com retidão em um mundo tortuoso. São ensinados claramente na Escritura e afirmadas nos credos históricos da fé cristã:

– Há um só Deus que criou todas as coisas.

– Deus é triúno: Pai, Filho e Espírito Santo.

– Jesus é o eterno filho de Deus nascido de uma virgem.

– Jesus morreu como substituto, pelos pecadores para que fossem perdoados.

– Jesus ressuscitou dos mortos.

– Jesus retornará um dia para julgar o mundo.”

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Referência Bibliográfica:

HARRIS, Joshua. Ortodoxia humilde: defendendo as verdades bíblicas sem ferir as pessoas. São Paulo: Vida Nova, 2013. p 18.

 

“Através de seus próprios atos em vida Jesus deu mostras de que não discriminava prostitutas, funcionários acusados de corrupção e adversários políticos do povo. Mas ele vai além: ele diz que um perdulário que esbanjou toda a sua herança ou um servidor público que tenha se apoderado do erário são justos diante de Deus, bastando para isso que voltem para Ele e implorem perdão, tamanha é a generosidade da sua misericórdia.
Mas ele vai mais além, veja só, e agora preste muita atenção: Jesus disse que tais “pecadores” são mais justos aos olho de Deus – e mais dignos do seu perdão – que os impolutos fariseus em finas vestes de seda que andavam de um lado para o outro orgulhosos da sua pretensa pureza.
Jesus adverte, porém, que nenhum homem deve considerar a misericórdia divina um bem garantido. Nós não podemos salvar-nos a nós próprios. (Isso muitos gregos também achavam!) Quando Jesus profere seus rígidos princípios éticos durante o Sermão da Montanha, ele quer demonstrar não apenas qual é a vontade de Deus, mas também que nenhum homem é justo perante Ele. A misericórdia divina não conhece fronteiras, mas para isso devemos nos voltar para Deus e implorar seu perdão. […] Jesus conseguiu empregar de modo genial o idioma da sua época, ao mesmo tempo que deu a jargões antigos um novo significado, bem mais amplo. Não foi à toa que acabou sendo crucificado. Sua doutrina de salvação radical contrariou tantos interesses e pôs em xeque tantos poderosos que eles simplesmente quiseram eliminá-lo.
Quando lemos sobre Sócrates, vimos que apelar à razão humana pode ser perigoso. Com Jesus vemos como é perigoso pretender dos outros que demonstrem amor ao próximo de maneira desinteressada, bem como que perdoem da mesma maneira. Hoje em dia mesmo podemos ver como Estados poderosos ameaçam ruir quando confrontados com demandas tão simples como paz, amor, comida para quem tem fome e perdão para seus inimigos políticos.”

 

 

Citação - O Mundo de Sofia, Romance da Historia da Filosofia - Jostein Gaarder

 

Referência Bibliográfica:

GAARDER, Jostein. O mundo de Sofia: Romance da História da Filosofia. 1 ed. São P-aulo: Companhia das Letras, 2012. p. 176-177.

 

“Sem desejar produzir um recurso à nostalgia tola, é saudável lembrar: bons tempos aqueles nos quais se podia acreditar no que Aristóteles, já no século 4 a.C., afirmava na Ética a Nicômaco: “a amizade é uma alma com dois corpos”. Parece que o ideal aristotélico vem sendo superado por uma perspectiva muito bem expressa pelo, eventualmente satírico, filósofo francês Montesquieu: “A amizade é um contrato segundo o qual nos comprometemos a prestar pequenos favores para que no-los retribuam com grandes”.
É claro que continuam persistindo as amizades duradouras, aquelas que, passados meses ou anos, tem-se a sensação de que a distância temporal não valeu, a intimidade permanece viva e o apoio irrestrito prossegue incólume; afinal, como refletia Jean Cocteau, sensível poeta e diretor de grandes clássicos do cinema francês, “a felicidade de um amigo deleita-nos, enriquece-nos, não nos tira nada. Caso a amizade sofra com isso, é porque não existe”.”

Citação - Não Nascemos Prontos - Mario Sergio Cortella

 

Referência Bibliográfica:

CORTELLA, Mario Sergio. Não Nascemos Prontos! Provocações Filosóficas. 12 ed. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 2011. p 80-81.

“Leia e estude a Bíblia. Quero dizer, a própria Bíblia, não pequenos extratos ou condensações ou estudos individuais. Não estou falando de pequenas porções. Tampouco, estou dizendo para ler os pensamentos de alguém mais. Estou falando de ler a Bíblia e aprofundar-se no estudo do texto Bíblico. Significa também orar ao entregar-se à leitura, pedindo que o Espírito Santo ilumine sua mente e entendimento.
Repito, quando estudamos a experiência daqueles que vieram antes de nós, descobrimos que são unanimes em seu testemunho sobre isso. Não existem grandes santos, mas homens e mulheres que foram e são grandes leitores da Palavra de Deus, estudantes abnegados que, em deleite, se concentram na pesquisa e no estudo dos detalhes do ensino. Quanto mais alguém lê e estuda a Bíblia, mais maravilhosa essa atividade se torna e mais impressionada a pessoa fica com a sua própria ignorância, perguntando-se como nunca havia percebido ou compreendido tal coisa. Quanto mais você se entregar à leitura do texto Bíblico, mais cedo você experimentara essa plenitude que tanto deseja.”

*Trecho extraído do Livro: ‘O Segredo da Benção Espiritual’ de Martyn Lloyd-Jones.

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