Coisas para se pensar antes de abraçar a “visão” MDA #03

Publicado: maio 6, 2016 em Considerações sobre a "visão" do MDA, Séries
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Para entender melhor ou complementar seu conhecimento sobre esse assunto, aconselho você a ler os outros posts que estão tratando de aspectos contidos nessa “visão” sobre células e discipulado que viralizou entre as igrejas.

Post #01 > Sobre a diversidade dos dons e a unidade do Corpo de Cristo: Coisas para se pensar antes de abraçar a “visão” MDA #01.
Post #02 > Sobre líderes precoces: Coisas para se pensar antes de abraçar a “visão” MDA #02.

Hoje o nosso tema será:

Sobre os Valores Invertidos do Evangelismo

Romanos 1:16-17 (ARA) nos diz:

“16 Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego;
17 visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.”

Devido à maneira como as pessoas têm se relacionado com o evangelho e o evangelismo dentro do contexto da visão do MDA a pregação do evangelho está sendo substituída, se assim podemos dizer, por um “evangelismo social” devido ao método aplicado para se alcançar pessoas. Ao evangelizar, os membros ou os líderes das células chamam as pessoas pra perto de si para se tornarem amigas, depois levam para as reuniões da célula onde a pessoa “evangelizada” será enturmada com os demais membros, participará de muitos momentos de lazer, e após estar socialmente feliz e satisfeita a pessoa será levada ao culto no domingo, no prédio da igreja o pastor responsável pela pregação é que vai basicamente evangelizar a pessoa através da ministração.

Não se deve descartar que aproximar pessoas é fundamental no evangelho, pois em todo o contexto da igreja primitiva, viveu-se em pequenas comunidades onde todos eram conhecidos de todos, mas o ponto que deve ser pensado é: As pessoas estão tendo suas vidas mudadas pelo evangelho e estão indo à igreja em busca de Deus? Ou as pessoas estão felizes por terem amigos, por participarem de lanches coletivos às quartas-feiras e por fazerem passeios e churrascos e etc.? Ou seja, as pessoas estão apenas buscando ser aceitas socialmente e isso será suficiente pra elas independente do evangelho? 

A questão é que ao lermos Romanos 1:16-17, Paulo enfatiza que: “o evangelho é o poder de Deus para a salvação…” e que “a justiça de Deus se revela no evangelho…” assim, podemos crer que quando a mensagem da Cruz é pregada fielmente os esforços em aplicar métodos se tornam pobres, pois temos nas mãos a própria verdade de Deus suficiente para mudar a história dos pecadores, não podemos tardar em pregar o evangelho, não podemos substituir a pregação clara e objetiva da obra de Cristo na cruz por um sistema de socialização. O Apóstolo Pedro em sua primeira pregação em Atos 2:14-47 é exemplo, pois cheio do Espírito proclamou a verdade da obra de Cristo e após a verdade ter encontrado os corações houve uma numerosa quantidade de convertidos e só depois vemos no v. 42: “E preservavam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações” e no v. 44: “Todos que creram estavam juntos e tinham tudo em comum” que a questão social se tornou forte e nascendo espontaneamente, isso só se deu porque Cristo era o bem mais precioso que eles tinham em comum.

Nessa mesma perspectiva é interessante analisarmos o texto de 1 Coríntios 1:17,18,21-24 (ARA) que diz:

17 Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo.
18 Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus.
21 Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação.
22 Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria;
23 mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios;
24 mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.

É notória a ênfase do Apóstolo Paulo ao dizer que o evangelho é “loucura” e “escândalo” e que Cristo é o “poder e sabedoria de Deus”, ou seja, ao pregarmos o evangelho fielmente o primeiro contato vai causar um “choque”, uma sensação de desconforto, pois a palavra é uma espada afiada de dois gumes que vai dividir o coração da pessoa ao meio e assim promover o novo nascimento ou uma revolta contra a escandalosa obra de Cristo.

Assim, pois, não se pode deixar os métodos de socialização do MDA se tornarem mais fortes que a pregação de Cristo, a fiel pregação por si só é o poder que a igreja precisa pra trazer novas pessoas pra Deus.

*Acompanhe os demais textos relacionados a esse assunto clicando na categoria: Séries > CONSIDERAÇÕES SOBRE A “VISÃO” DO MDA

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