A fraca memória de um povo escolhido

Publicado: setembro 10, 2015 em Tome Nota
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Sem dúvida alguma vivemos hoje algo que já foi vivido inúmeras outras vezes durante toda a história da humanidade, podemos ver com clareza que o Deus eterno mediante o seu poder e graça se manifestou e se manifesta a seu povo escolhido dando-lhes sua palavra, sua direção e revelando sua perfeita vontade.

É fato que Deus em sua superioridade inalcançável por nós seres humanos possuidores de grandes limitações, está de certa forma sempre dando aquilo que podemos chamar de “primeiro passo” para trazer os mortos a vida, para lançar luz nas trevas e salvar o condenado. E mediante ao texto que se encontra em 2 Pedro 1:12-15 quero trazer uma reflexão prioritariamente para aqueles que já conhecem o Senhor e estão vivendo a vida cristã.

Ao lermos o seguinte texto destacarei algumas frases que se assemelham:

“Por esta razão, sempre estarei pronto para trazer-vos lembrados acerca destas coisas, embora estejais certos da verdade já presente convosco e nela confirmados.
Também considero justo, enquanto estou neste tabernáculo, despertar-vos com essas lembranças,
certo de que estou prestes a deixar o meu tabernáculo, como efetivamente nosso Senhor Jesus Cristo me revelou.
Mas, de minha parte, esforçar-me-ei, diligentemente, por fazer que, a todo tempo, mesmo depois da minha partida, conserveis lembrança de tudo.” (2 Pe 1:12-15)

De forma quase que persistente o apóstolo Pedro repete uma expressão que me parece ser de muita importância para o povo de Deus, pois ele diz: “para trazer-vos lembrados”, “despertar-vos com essas lembranças” e “conserveis lembrança de tudo” com a finalidade de exortar aos cristãos a “manterem uma memória boa e sadia”, a realmente não permitirem que o esquecimento invada suas mentes e corações. Se o apostolo repetiu isso tantas vezes em tão poucos versículos nos resta compreender que o povo de Deus geralmente possui uma fraca memória acerca do que Deus fez no passado e sobre o que prometeu pro presente e o futuro.

Um exemplo para elucidar esse fato é o que acontece no livro do Êxodo, onde Moises guiou a nação escolhida por Deus para a liberdade do cativeiro egípcio e essa libertação foi seguida por manifestações empíricas da presença de Deus e por momentos notáveis onde o Deus transcendente se manifestava diariamente a eles, mas todos esses sinais não foram suficientes para que o povo se mantivesse “constante com Deus”, pois murmuravam sempre que podiam  e se esqueciam das pragas que não os atingiram no Egito, do mar que se abriu para eles passarem a seco e principalmente de que o próprio Deus seguia caminho com eles, toda a experiência desse povo não permanecia na memória deles.

E nesse mesmo contexto do Êxodo podemos encontrar mais uma prova da fraqueza da memória do povo de Deus, pois em um dado momento (Êxodo 31 e 32) o líder Moisés subiu ao Monte chamado Sinai para ali receber a Lei que o povo deveria obedecer, porém Moisés se ausentou por quarenta dias, e apenas esse tempo foi suficiente para que tudo o que Deus tinha feito fosse esquecido a ponto de fazerem um bezerro de ouro para colocar no lugar de Deus.

É triste, mas o texto de 2 Pedro que lemos está sendo dado para aqueles que já estão “certos da verdade e nela confirmados”, ou seja, estar convicto da salvação, compreender a graça de Deus, amar a Deus não é uma evidencia de que nunca iremos esquecer as coisas boas realizadas por Ele em nossas vidas, ou de que nunca esqueceremos as promessas, ou ainda de que nunca esqueceremos os princípios estabelecidos por Ele para vivermos, pelo contrário só o fato de sermos humanos e estarmos “presos” nesse corpo corruptível já é o suficiente para esquecermos a vigilância e pecarmos contra Deus.

Portanto, nós como povo de Deus precisamos lembrar sempre, em todo o momento o que Deus fez e faz por nós para que assim nós não venhamos a repetir o que está escrito que a nação de Israel fez durante o êxodo. E mediante a isso o próprio apostolo que nos alertou sobre nossa frágil memoria termina o mesmo capitulo 1 dizendo algo que creio que seja um “antídoto” e também uma prevenção para esse mal:

“Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração,
sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação;
porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” (2 Pe 1: 19-21)

Ou seja, a Escritura por ter sido dada por Deus é um registro que vai além da história, é um livro que nos auxilia a não esquecermos quem Deus é e quem nós somos nEle, por isso não espere a memória falhar para recorrer a ela, mas se você vier a se esquecer de algo corra o mais rápido que puder em direção as escrituras, volte as Escrituras e ouça do próprio Deus as coisas que a memória limitada, ingrata e falha se esqueceu, pois se já fomos confirmados na verdade apenas precisamos nos manter nela e esse me  parece ser um grande desafio, por isso lute, chore, se arrependa, mas se mova em direção as Escrituras para que o próprio Deus mantenha viva sua memória.

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